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sábado, 5 de janeiro de 2013

Os compromissos do novo prefeito com a juventude



A edição de A Tribuna deste sábado (05/01) trouxe, na página A-4 (Local), uma matéria intitulada "Juventude espera a coordenadoria". O texto assinado pelo repórter Lincoln Spada informa que, com a mudança de governo em Santos, ainda não foi definido um espaço ou órgão que "se identifique com políticas voltadas a essa parcela da população", como disse o presidente do Conselho Municipal da Juventude, Carlos André Conceição Alves.

Os membros do Conselho, entre outras pessoas, esperam há anos a criação de um órgão cuja função seja articular políticas públicas para jovens. Mais especificamente, uma coordenadoria com orçamento próprio. Essa reivindicação consta no Pacto pela Juventude 2012, assinado pelo então candidato à prefeito Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), juntamento aos demais prefeituráveis, no dia 26 de setembro de 2012, na ETEC Aristóteles Ferreira.

Como a própria matéria informa, no governo anterior, havia uma assessoria de políticas para juventude ligada ao Gabinete do ex-prefeito João Paulo Papa. E, até o momento, não há definição. Sabe-se apenas que a Secretaria Municipal de Comunicação e Resultados deve informar, nos próximos dias, qual é a previsão de instalação de um órgão de políticas públicas para a juventude.

Alves lembrou que Guarujá é o único município da Região que possui uma Coordenadoria da Juventude. E que em algumas cidades e até no Governo Estadual, as políticas para jovens estão incluídas na Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer. Mas a juventude - ele considera - não deveria ser ligada a uma pasta específica, para haver a possibilidade de realizar ações e projetos com as demais secretarias. E mais: para Alves, só a implementação não basta. "É interessante que tenha um fundo para enviar recursos a entidades juvenis, para financiarem seus projetos".

O repórter ouviu também o ex-assessor de políticas para juventude, Wellington Araújo. Ele citou como avanços do seu trabalho a aproximação com empresas, call centers, cursos de capacitação para o mercado de trabalho e o diálogo com secretarias municipais. Porém, é ressaltado que uma coordenadoria teria  possibilidades mais amplas.


Algumas considerações

A publicação desta matéria é em si um fato digno de atenção, porque o espaço dado aos movimentos dos jovens em favor dos seus anseios e necessidades é reduzido nos veículos de comunicação. Mas é importante que se revele a completa dimensão das lutas das organizações juvenis. Afinal, a juventude é uma parcela significativa da sociedade, com enorme potencial de mobilização social, graças as novas formas de participação e manifestação. Em Santos, os jovens (entre 15 a 29 anos) são 21% da população.

O Pacto pela Juventude, assinado por Paulo Alexandre Barbosa, é um conjunto de propostas das organizações da sociedade civil, que compõem o Conselho Nacional de Juventude. A ideia é fazer com que os governos federal, estaduais e municipais se comprometam com as políticas públicas de juventude. Portanto, ao subescrever o documento, o novo prefeito assumiu publicamente o compromisso com a juventude. Principalmente, em executar o que está no Plano Municipal da Juventude, aprovado em 2011.

O ex-assessor de políticas para juventude lembrou muito bem que, além de colocar em prática o Plano, os desafios da nova gestão são "se sensibilizar, principalmente, quanto o uso desenfreado de álcool e outras drogas, ao mercado de trabalho para os jovens e à reestruturação dos centros da juventude". 

Nesse sentido, a criação de uma coordenadoria seria um avanço e "pontapé inicial" importante para se começar a efetivar o comprometimento do novo governo, conforme prometido antes da eleição.





     

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