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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

O que esperar de 2013?

Estamos aqui, novamente, começando mais um ciclo: um ano "novinho em folha". Mas, infelizmente, as nossas limitações e as mazelas da Baixada Santista, do Brasil e do Mundo não desapareceram magicamente após a passagem de 31 de dezembro para 1º de janeiro, apesar das simpatias e promessas de fim de ano.

Para esclarecimento: não sou contra os rituais que as pessoas fazem esperando um bom novo ano - vamos combinar: alguns são um tanto ridículos e irritantes, como entoar a canção de sempre "Adeus, ano velho! Feliz ano novo! Que tudo se realize..." Só acho que esse ar tolerante e benevolente, que muita gente transparece no fim de ano, não resiste à primeira semana do mês de janeiro. 

Às vezes, nem é preciso aguardar demais, veja o rapaz assassinado pelo dono de uma churrascaria, na noite de 31 de dezembro, no Guarujá, após reclamar de diferença de sete reais na conta. E há muitas promessas logo esquecidas, algumas, porque são irrealistas e outras, por exigirem mudanças de comportamentos e atitudes (coisa complicada!).

No mundo, acompanhamos a crise na Europa que destroçou as economias da Grécia e Espanha, os mais países mais afetados até agora. Eles entraram em recessão (é quando a economia encolhe) em consequência às medidas de austeridade, que implicam nos drásticos cortes dos gastos públicos. Elas são impostas como requisito para a obtenção de empréstimos. No caso, concedidos e aprovados pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Mas que resultam em enormes dificuldades ao cidadão comum. 

No Brasil, apesar dos inúmeros avanços sociais, principalmente, a maior distribuição de renda. Milhões e milhões de pessoas protagonizaram uma mobilidade social jamais vista antes. Vocês ouviram muito falar da nova classe C. Mas vivemos em um país cheio de graves problemas e que necessita de muitas "reformas". Educação, Saúde e a Segurança ainda deixam a desejar. A verba destinada ao Ministério da Cultura é ridícula: salvo engano, pouco mais de 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Enfim...

E na Baixada Santista, algumas cidades sofreram "turbulências" - principalmente, São Vicente. O fim da gestão do engenheiro Tercio Garcia (PSB), em SV, foi marcado por lixo nas ruas, greve geral dos funcionários públicos e problemas financeiros. O prefeito empossado Luis Claudio Bili (PP) terá de organizar a bagunça.

No caso de Santos, a transição de governo foi tranquila, já que o PSDB fez parte do governo de João Paulo Papa (PMDB). E é o PMDB que participa agora da gestão de Paulo Alexandre Barbosa, que recebe a cidade com um dos maiores orçamentos do País. São quase 2 bilhões de reais previstos para 2013. De acordo com o IBGE, Santos tem o 17º maior PIB do Brasil. 

Mas essas riquezas não chegam a todos os cidadãos santistas. Há bolsões de pobreza que persistem apesar do desenvolvimento da cidade. Talvez por motivo de insuficiente atenção à parcela mais pobre da população. Se Paulo Alexandre cumprir o que tem prometido estará de bom tamanho: entre outras coisas, atuar em benefício das classes menos favorecidas, além de conduzir um governo que realmente escute os anseios do santista. As condições são propícias. Só resta aguardar e ver como a promessa de renovação passará por seu primeiro ano de governo. 

Aliás, feliz ano novo!




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